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| 15/06
-Hospital Unimed Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa opera com tecnologia de ponta |

No mês de maio, a equipe do Cincor Hemodinamica, instalada nos recursos da Unimed Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa (Hospital Unimed, unidade de Americana), realizou um procedimento inédito na região de abrangência da cooperativa.
Trata-se do procedimento de oclusão percutânea de defeito cardíaco congênito, chamada de Comunicação Inter-Atrial (CIA), que consiste no fechamento de um pequeno orifício que comunica duas câmaras (cavidades) que existem no coração através de técnica de cateterismo cardíaco.
Esta comunicação é um defeito considerado normal durante a gestação e faz parte do desenvolvimento intra-útero do feto, mas que deve fechar-se antes do nascimento. Nos casos onde existe a persistência da comunicação, o sangue arterializado (com alto teor de oxigênio proveniente dos pulmões) é misturado com o sangue venoso (com alto teor de gás carbônico) e volta aos pulmões, o que gera uma situação chamada hipertensão pulmonar, sobrecarregando o coração e a árvore pulmonar.
O tratamento convencional é realizado através de uma cirurgia aberta, com o fechamento da CIA através do posicionamento e da sutura de tecido do pericárdio bovino (membrana que envolve o coração), tratado especificamente para fins medicinais. O procedimento cirúrgico requer incisão torácica, circulação extra-corpórea e 01 ou 02 dias de internação em UTI, além de mais 02 dias de internação na enfermaria.
Já o tratamento através do cateterismo, é realizado com o implante de prótese do tipo Ceramic Deposit Prosthesis (CERA) que é um disco com duas abas em forma arredondada com cintura de nitinol (metal composto de níquel e titânio) que é implantado no meio do defeito intra-cardíaco com o auxílio de um cabo metálico liberador, que entra através de punção na veia femoral (na perna) e “navega” até o coração com o auxílio de aparelho de raios-X e de uma pequena sonda posicionada através do esôfago, chamada ecocardiograma transesofágico.
O procedimento dura, em geral, cerca de uma hora apenas, e o paciente já sai da sala de cateterismo sem auxílio de respiração artificial. Após a recuperação da anestesia é encaminhado para a enfermaria, onde recebe alta hospitalar em 24 horas, podendo retornar a realizar suas atividades habituais após três dias do procedimento.
A equipe responsável pela realização desta primeira operação na região foi formada pelos cardiologistas Dr. Pablo Tomé, Dr. Felipe Toledo e Dr. Luiz Gubolino, com o auxílio do Dr. Tadeu Estrela, que monitorou todo o procedimento com o ecocardiograma, e contou também com a participação do médico cooperado Dr. Orlindo Teixeira Carvalho, anestesista da equipe do hospital da Unimed.
“O paciente está em acompanhamento clinico após o procedimento, e já voltou a suas atividades de rotina” comenta o cardiologista Dr. Pablo Tomé. “Toda a equipe da Unimed Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa sente-se muito orgulhosa em poder oferecer mais esta possibilidade de vanguarda aos seus usuários, que conta agora com serviço comparável aos maiores centros médicos do país” comemora.
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